Estudo-O Estado da Nação e as Políticas Públicas 2021- Governar em Estado de Emergência

2021-07-21

O IPPS-Iscte Instituto para as Políticas Públicas e Sociais acaba de publicar o estudo sobre "O Estado da Nação e as Políticas Públicas: Governar em Estado de Emergência". O trabalho, coordenado por Ricardo Paes Mamede e Pedro Adão e Silva dedica um capítulo à Democracia, fazendo um diagnóstico onde conclui que "a Gestão da pandemia piorou avaliação da democracia e afetou confiança nas instituições políticas".

A análise, feita por Miguel Poiares Maduro e Catarina Santos Botelho, da Escola do Porto da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa,começa por citar a sondagem publicada pelo ICS/ISCTE, em Abril do corrente ano e disponível em http://sondagens-ics-ul.iscte-iul.pt, cujas conclusões revelam que apenas 10 por cento dos portugueses consideram que Portugal "é plenamente uma Democracia" , 47 por cento de que "É uma Democracia apesar de ter pequenos defeitos" e 36 por cento de que é "uma Democracia com muitos defeitos". Apenas 4 por cento consideram que "não é uma Democracia".

Os dois subscritores da análise consideram que "à medida que a pandemia se prolonga e se converte numa crise económica e social, a confiança nas instituições e a satisfação com a democracia tendem a diminuir", concluindo que "O Estado de emergência pode ser uma solução em tempos de pandemia, mas é um risco para a Democracia".

Se quiser seguir a atividade do Iscte, nesta matéria, pode aceder ao site do IPPS-Iscte- "O Estado da Nação em números: estadodanacao.iscte-iul.pt


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