Tempo para Afirmar

2021-05-06
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Há uma semana atrás celebramos a Democracia. Hoje, dia 1 de Maio recordamos, simbolicamente, o papel e a importância que cada um de nós tem em sociedade. É uma celebração que elege o primado humano como eixo fundamental de uma sociedade democrática, plural e solidária.
Todavia, esta manifestação coletiva deve-nos fazer refletir sobre o que somos, o que queremos e onde estamos, percorrendo, em consciência, o caminho já trilhado e o quanto falta ainda fazer para que a Democracia, enquanto regime, se consolide, se reforce e se projete no presente e no futuro, para lá, das gerações que se envolveram na sua construção.
Apesar de se ter partido muita pedra para a solidificar, continuamos, ainda, a debater-nos com pontos fracos e ameaças que nos devem preocupar a todos e a todas. É verdade que os indicadores nacionais e internacionais colocam a Democracia portuguesa no bom caminho. Em 2020, o “Democracia Index 2019”, integrou o nosso país na categoria de “Democracia plena”. O jornal “The Economist” classifica uma Democracia plena quando se verifica que um país respeita a liberdade política e civil e o funcionamento da governação é satisfatório, a comunicação social é independente e diversificada e a justiça é independente. Já em 2018, o Observatório da Qualidade da Democracia do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, numa avaliação aos pontos fracos e fortes, destacava a perceção dos portugueses e portuguesas, sublinhando as qualidades procedimentais e substantivas do regime, com particular destaque para o indicador de Satisfação de 75 por cento dos inquiridos com a Democracia. Recentemente, a sondagem publicada pelo SIC/Expresso, do ISC/ISCTE, invertia esta imagem positiva, destacando que estava em causa “a consistência e a plenitude da democraticidade vivida”. Os números revelados sobre a perceção dos cidadãos e cidadãs mostram que nem tudo está bem, pois apenas 57 por cento dos inquiridos acha que Portugal é um Democracia e 40 por cento acha que não.
Por último, o trabalho recentemente revelado pelo Instituto V-DEM, da Universidade de Gotemburgo colocou o nosso pais em 18º lugar entre as democracias do mundo, mas em 44º porque falhamos “na componente da participação política dos cidadãos”.
Poderia continuar a abordar estes e outros números que vão sendo publicados. Não o farei, por ora. Mais importante é que todos tenham consciência que a obra da Democracia não está acabada. É preciso que cada um continue a ser cidadão ativo, cidadã ativa e que todos ajudemos a despertar os que “adormeceram” na ideia de que a Democracia é um dado adquirido.
É este o repto que lanço hoje aos cidadãos e cidadãs de Braga: Não virem a cara à Democracia.
Façam como eu que me candidato contra a Indiferença. Candidato-me por que entendo que tenho uma palavra a dizer nas próximas eleições autárquicas.
Conto consigo, Conto Contigo, Conto com Todos
Abraço,
Paulo Sousa

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