Uma Nova Democracia

2021-09-23

 

Ontem, fez-se história em Braga. Unidos na Diferença, as candidaturas à Câmara Municipal de Braga juntaram-se num apelo inédito à participaçao civica dos cidadãos nas eleições do dia 26.

Partilho aqui a minha intrervenção:

 

 

Hoje- mais do que evocar o fim de uma primeira fase da nossa intervenção cívica enquanto Movimento- quero destacar este momento histórico que todos podem presenciar: o envolvimento massivo das candidaturas: todos diferentes, todos unidos por uma causa nobre: A Democracia.

Os partidos deram um sinal de maturidade e de compreensão perante o flagelo que é a Indiferença das cidadãs e dos cidadãos com o seu envolvimento no OPen Day que realizamos no passado fim de semana e estão aqui, mais uma vez, porque sabem bem – sabemos todos- que tudo o que se possa fazer é pouco para acordar os que ao longo de sucessivas eleições, deixaram de acreditar nos méritos da Democracia.

Cada uma e cada um de nós- sobretudo os que já nasceram em Democracia- não tem o direito de desprezar o que foi conquistado com tanto sacrifício.

Diria mesmo que não têm o direito de continuar de forma egoísta a usufruir das amplas liberdades que a Democracia consagra e não contribuir em nada para a sua consolidação.

Abster-se nunca foi uma solução para nada na vida: nem no seio da nossa família ou na roda dos amigos, no trabalho ou nas causas justas em que muitos se envolvem. São milhares que, de forma cruel, abandonam o exercício da cidadania no momento em que a sua presença, a sua participação, é tão ou mais necessária: o exercício do voto.

 

Estamos aqui preocupados, mas não derrotados, apreensivos, mas não iludidos, de que vale a pena acreditar que os bracarenses, os minhotos, as portuguesas e os portugueses, de forma geral, compreendem a importância de uma nova atitude que nos une a todos quando todos percebemos que sem votar, estamos a desistir, estamos a dar a Democracia como algo adquirido.

Não podemos aceitar que assim seja, nem estar à espera por acordar um dia e olhar para trás arrependidos por nada ter feito.

Esta conferência de imprensa é histórica, como todas as outras que já fizemos, como todos os debates e conferências realizadas, como todas as campanhas lançadas individual ou coletivamente nos últimos cinco meses.

 

Não se iludam os que sempre estiveram com esta causa: não se resolve em cinco meses um problema que já leva décadas em Portugal.

 

Não se iludam os eternos pessimistas que preferem o recato das suas casas ao exercício de uma Cidadania ativa.

 

Não se iludam os que criticam, mas nada fazem. Os que se resignam e em nada contribuem para que em Portugal, no Minho, em Braga, sejamos Diferentes e tratemos a Democracia como ela merece: vivida em plenitude.

 

Não se iludam os que não estão contentes, os que criticam os partidos e a classe política e em nada contribuem como cidadãos informados, responsáveis e capacitados, para uma intervenção cívica constante, interpelando quem se candidata para gerir os destinos do nosso território, da nossa vida coletiva.

 

É urgente uma Nova Democracia para Portugal- com todos: com os partidos, com a sociedade civil, com as cidadãs e cidadãos, envolvidos na construção de um futuro que não destrua, que saiba honrar as conquistas que todos e todas se orgulham de terem sido conquistadas pelo país.

Finalizo, citando o professor catedrático da Universidade do Minho António Cândido Oliveira, nassuas declarações ao Jornal de Negócios: Nós os cidadãos somos os donos do poder". Saibamos, pois, honrar esta responsabilidade votando no próximo dia 26.

 

Juntos podemos fazer a Diferença.

 

Obrigado


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